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Psicologia e acessibilidade linguística: o que o atendimento à comunidade surda exige do consultório

25/09/2026 · Equipe PsiAgente · 3 min de leitura

Psicologia e acessibilidade linguística: o que o atendimento à comunidade surda exige do consultório

Psicologia e acessibilidade linguística: o que o atendimento à comunidade surda exige do consultório

Setembro e a visibilidade da comunidade surda

Setembro é um mês de destaque para a visibilidade da comunidade surda e para o debate sobre acessibilidade linguística no Brasil. Aproveitando o período, o CRP-RJ publicou uma reflexão sobre o papel da Psicologia na construção de uma sociedade mais inclusiva, alinhada às Referências Técnicas para atuação de psicólogas e psicólogos com pessoas com deficiência, documento que orienta a categoria desde 2016.

O que o conselho destaca

O texto do CRP-RJ chama atenção para a importância de práticas anticapacitistas — ou seja, que reconheçam a identidade surda e o valor da Língua Brasileira de Sinais (Libras) não como uma adaptação secundária, mas como parte constitutiva de um cuidado ético e qualificado. Segundo o conselho, "o respeito à diversidade e à acessibilidade linguística é uma premissa inegociável" para quem atua com essa população.

Como parte desse compromisso, o CRP-RJ afirma garantir intérpretes de Libras em todos os seus eventos institucionais, estabelecendo um parâmetro de conduta que serve de referência também para a prática cotidiana de psicólogos em diferentes contextos — da rede pública ao consultório particular.

O que muda na prática clínica

Para o psicólogo clínico autônomo, a mensagem é direta: acessibilidade linguística não é um diferencial de marketing, é uma exigência ética do cuidado. Isso envolve, entre outros pontos:

  • Viabilizar o acesso a intérprete de Libras quando o paciente surdo não fizer uso de leitura labial ou não desejar depender dela;
  • Adaptar materiais de apoio, formulários e orientações escritas para linguagem clara e acessível;
  • Evitar reduzir a comunicação a bilhetes ou gestos improvisados, buscando capacitação ou parceria com profissionais intérpretes sempre que necessário;
  • Reconhecer a surdez como diferença linguística e cultural, não apenas como uma condição clínica a ser "compensada".

Nenhuma dessas medidas substitui a formação continuada, mas todas partem de um mesmo princípio: o paciente surdo tem direito a compreender integralmente o processo terapêutico e a ser compreendido por ele.

Um cuidado que começa antes da sessão

Vale lembrar que a acessibilidade começa no primeiro contato — no agendamento, na confirmação de consulta, no esclarecimento de dúvidas. Pensar nesse fluxo inicial já é parte do compromisso ético que o CRP-RJ reforça.


Fonte: CRP-RJ — Psicologia, Direitos e Acessibilidade Linguística da Comunidade Surda

Foto: Kevin Malik via Pexels

Este texto foi produzido com apoio de Inteligência Artificial a partir de informações públicas divulgadas por CRP-RJ.

É justamente nesse primeiro contato que muitos consultórios perdem a oportunidade de ser acessíveis. Ter um canal de agendamento por WhatsApp, como o oferecido pelo PsiAgente, pode facilitar bastante a comunicação com pacientes surdos ou com deficiência auditiva, que muitas vezes preferem a troca por texto a uma ligação telefônica — tornando o primeiro passo até o consultório mais simples e mais respeitoso com a realidade de cada paciente.