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Em Busca de Sentido: o que a Logoterapia de Viktor Frankl ensina sobre encontrar propósito

25/09/2026 · Equipe PsiAgente · 4 min de leitura

Em Busca de Sentido: o que a Logoterapia de Viktor Frankl ensina sobre encontrar propósito

Poucos livros de Psicologia atravessaram tantas gerações quanto "Em Busca de Sentido", de Viktor Frankl. Escrito a partir da experiência do autor como prisioneiro em campos de concentração nazistas, o livro deu origem a uma abordagem terapêutica própria — a Logoterapia — que até hoje influencia a forma como psicólogos pensam motivação, sofrimento e propósito de vida.

Quem foi Viktor Frankl

Viktor Frankl (1905-1997) foi um psiquiatra e neurologista austríaco, que teve contato com ideias de Freud e Adler antes de desenvolver sua própria linha teórica. A vivência extrema de perda, fome e incerteza radical o levou a observar, na prática, o que diferenciava quem conseguia manter algum senso de dignidade e esperança das pessoas que se deixavam consumir pelo desespero. Sua conclusão central: quem tem um "porquê" para viver suporta quase qualquer "como".

O que é a Logoterapia

Logoterapia vem do grego "logos", que pode ser traduzido como sentido. É uma abordagem que parte do princípio de que a principal força motivadora do ser humano não é a busca por prazer (como propunha Freud) nem a busca por poder (como propunha Adler), mas a busca por sentido. Para Frankl, o sofrimento em si não é o problema central — o problema é o sofrimento sem sentido.

Isso não significa negar a dor ou romantizar o sofrimento. Significa reconhecer que a mesma experiência difícil pode ser vivida de formas muito diferentes dependendo do significado que a pessoa consegue, ou não, atribuir a ela.

O vazio existencial

Frankl descreveu um fenômeno que chamou de "vazio existencial": a sensação de que a vida não tem propósito, comum em sociedades onde as necessidades básicas estão satisfeitas, mas o sentido não está mais dado automaticamente por tradições, religião ou papéis sociais fixos, como acontecia em outras épocas. Esse vazio pode se manifestar como tédio crônico, apatia, ou até como sintomas que hoje associamos a quadros depressivos e ansiosos.

Os três caminhos para encontrar sentido

Segundo a Logoterapia, existem três vias principais pelas quais uma pessoa pode encontrar sentido:

  1. Pelo trabalho ou pela realização de algo significativo — criar, produzir, contribuir;
  2. Pelo amor e pelas relações — o encontro genuíno com outra pessoa;
  3. Pela atitude diante do sofrimento inevitável — quando a dor não pode ser evitada, ainda resta a escolha de como se posicionar diante dela.

Esse terceiro caminho é talvez a contribuição mais original de Frankl: mesmo em circunstâncias que a pessoa não escolheu e não pode mudar, resta sempre uma última liberdade — a de escolher a própria atitude interna diante daquilo.

Aplicações práticas na terapia

Embora a Logoterapia tenha surgido como escola própria, muitos de seus conceitos dialogam bem com abordagens contemporâneas, especialmente quando o trabalho terapêutico envolve pacientes enfrentando luto, doenças graves, transições de vida ou crises existenciais. Perguntas como "o que dá sentido à sua vida hoje?" ou "o que essa experiência está te ensinando, mesmo sendo dolorosa?" são formas de introduzir essa perspectiva no consultório, sem substituir outras abordagens baseadas em evidência, mas complementando o olhar sobre o sofrimento humano.

Por que isso importa hoje

Em um momento em que ansiedade, burnout e sensação de vazio são queixas cada vez mais comuns nos consultórios, revisitar a pergunta "para que serve isso que estou vivendo?" continua extremamente atual. A Logoterapia não promete eliminar o sofrimento, mas oferece um caminho para que ele não seja vivido como algo completamente sem sentido.


Tema inspirado no vídeo "DICA DE LIVRO - 'EM BUSCA DE SENTIDO: UM PSICÓLOGO NO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO'", do canal Segundos Psíquicos (https://www.youtube.com/watch?v=OKdNTkCXuOY).

Foto de Anastasia Shuraeva (https://www.pexels.com/@anastasia-shuraeva) via Pexels.

Este texto foi produzido com apoio de Inteligência Artificial a partir de conteúdo público divulgado por Segundos Psíquicos.

O conteúdo técnico e as opiniões citadas são de responsabilidade de Segundos Psíquicos, criador do material original.

Para psicólogos que trabalham com pacientes em processos de luto, crise existencial ou transições importantes, ter um prontuário eletrônico que permita registrar a evolução do paciente ao longo do tempo — incluindo os sentidos que vão emergindo sessão após sessão — facilita tanto o acompanhamento clínico quanto a continuidade do cuidado. O PsiAgente reúne agenda, prontuário e histórico do paciente em um só lugar, liberando mais tempo para o que importa: a escuta.