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CFP debate saúde mental como direito territorial em encontro latino-americano de Psicologia

27/09/2026 · Equipe PsiAgente · 3 min de leitura

CFP debate saúde mental como direito territorial em encontro latino-americano de Psicologia

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou, no dia 11 de setembro, do XXIV Encontro Nacional de Psicologia do Uruguai, realizado na cidade de Trinidad, no departamento de Flores. O evento, organizado pela Coordenadoria de Psicólogos do Uruguai, teve como tema "Saúde mental nos territórios, um compromisso de todos" e reuniu representantes de organizações de Psicologia de diferentes países da América Latina.

Um painel sobre realidades territoriais

A presidente do CFP, Ivani Oliveira, integrou o painel de abertura do encontro, intitulado "Saúde Mental nos Territórios: Realidades e Experiências Latino-Americanas". Ao lado de lideranças de entidades de Psicologia da Argentina, do Paraguai e do próprio Uruguai, ela discutiu desafios comuns enfrentados pelos países da região na garantia do direito à saúde mental.

Cuidado não é isolamento

Um dos pontos centrais da fala da presidente do CFP foi a ideia de que o cuidado em saúde mental não pode ser dissociado das condições concretas de vida das pessoas — moradia, trabalho, educação e acesso à saúde. Segundo a formulação apresentada no encontro, cuidar não pode significar isolar, segregar ou institucionalizar. A fala dialoga diretamente com os princípios da Reforma Psiquiátrica brasileira e com o modelo da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), citada pela delegação brasileira como referência para políticas de cuidado em liberdade e de base territorial.

Temas que atravessam a prática profissional

Além da mesa de abertura, o encontro uruguaio reuniu discussões sobre ética profissional, enfrentamento à violência, infância e adolescência, diversidade, inteligência artificial aplicada à Psicologia e as dimensões socioambientais do sofrimento psíquico. A presidente do CFP também abordou desigualdades sociais e violações de direitos humanos na região, incluindo violência contra mulheres e crianças, racismo estrutural e violações de direitos de pessoas LGBTQIA+.

Por que isso interessa a quem atende em consultório

Encontros internacionais como esse podem parecer distantes da rotina de quem atua na ponta, atendendo pacientes em consultório particular. Mas as discussões sobre saúde mental territorial e sobre os determinantes sociais do sofrimento psíquico têm efeito direto sobre a formação de políticas públicas, sobre encaminhamentos da rede e, em última instância, sobre o perfil das pessoas que chegam a um consultório particular buscando cuidado. Acompanhar esse debate ajuda o psicólogo autônomo a compreender o contexto mais amplo em que sua prática se insere — inclusive quando atua em parceria com a rede pública ou recebe encaminhamentos dela.

Fonte

Notícia original publicada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP): CFP participa de encontro nacional de Psicologia no Uruguai e reforça integração latino-americana

Foto

Foto de Tima Miroshnichenko via Pexels.

Este texto foi produzido com apoio de Inteligência Artificial a partir de informações públicas divulgadas pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP).

Para quem administra um consultório sozinho, dar conta da dimensão "territorial" do cuidado — organizar agenda, financeiro e prontuário sem perder tempo com tarefas administrativas — também é parte de garantir um atendimento de qualidade. O PsiAgente foi pensado justamente para isso: manter a rotina do consultório organizada, para que o psicólogo possa dedicar mais tempo à escuta e menos à planilha.