Uma consulta pública sobre um tema delicado
O Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP), abriu recentemente uma consulta pública para construir as "Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) junto às Políticas Públicas sobre Suicídio e Posvenção". O documento preliminar foi disponibilizado para leitura e comentários de profissionais com experiência, pesquisa ou atuação relacionada ao tema, com uma sessão on-line de debate realizada em 8 de setembro e prazo para envio de contribuições até o dia 12.
O que é posvenção
Posvenção é o termo usado para descrever o conjunto de ações voltadas ao período posterior a uma morte por suicídio: o acolhimento de familiares, colegas de trabalho, comunidade escolar ou pacientes enlutados, e o cuidado com pessoas que, por proximidade com o caso, também passam a apresentar maior vulnerabilidade. É uma etapa frequentemente menos discutida do que a prevenção, mas igualmente central na atuação da Psicologia diante do suicídio — e uma das razões pelas quais o CFP decidiu tratá-la em documento técnico próprio.
Por que construir isso em consulta pública
O formato escolhido pelo CFP — disponibilizar uma minuta e recolher contribuições estruturadas por eixos antes de fechar o texto final — segue o mesmo modelo já usado pelo CREPOP em outras referências técnicas da Psicologia. A ideia é que profissionais que atuam na ponta, em serviços de saúde, assistência social, educação ou em consultório particular, possam indicar lacunas, riscos e boas práticas que nem sempre aparecem na literatura acadêmica, mas que fazem diferença no atendimento real de quem passou por uma perda desse tipo.
Regionalmente, o CRP de Santa Catarina (CRP-SC) apoiou a mobilização de profissionais catarinenses para a sessão de debate, reforçando o caráter federativo do processo: a construção de uma referência técnica nacional passa também pela escuta dos conselhos regionais e de quem está na linha de frente do atendimento.
Por que isso importa para quem atua em consultório
Ainda que a maior parte da literatura sobre suicídio e posvenção esteja associada a serviços públicos e políticas de saúde mental, psicólogos que atendem em consultório particular também lidam, com alguma frequência, com pacientes em luto por suicídio ou com histórico de tentativa na rede de convivência do paciente. Ter uma referência técnica nacional, construída com participação da categoria, tende a qualificar o manejo clínico desses casos e a dar mais segurança ao profissional sobre os limites e responsabilidades de sua atuação — inclusive quanto ao registro adequado desse tipo de atendimento no prontuário e ao encaminhamento em rede quando necessário.
Acompanhando o processo
O prazo de contribuições já se encerrou, mas o processo segue em curso até a publicação da versão final do documento pelo CFP. Vale a pena para psicólogos clínicos acompanhar os canais oficiais do conselho federal e dos conselhos regionais para conhecer a versão definitiva assim que for divulgada.
Fonte: Conselho Regional de Psicologia de Santa Catarina (CRP-SC) — "Convite para participação em Consulta Pública sobre Suicídio e Posvenção"
Foto: RDNE Stock project, via Pexels
Este texto foi produzido com apoio de Inteligência Artificial a partir de informações públicas divulgadas pelo Conselho Regional de Psicologia de Santa Catarina (CRP-SC).
Casos que envolvem luto, risco ou encaminhamento em rede exigem registros clínicos organizados e de fácil acesso quando o profissional precisa retomar o histórico do paciente com atenção redobrada. Ter agenda, prontuário e anotações de evolução centralizados em um único sistema, como propõe o PsiAgente, ajuda o psicólogo a manter esse cuidado documental em dia — sem que a parte administrativa do consultório tire tempo do que importa: a atenção ao paciente.
